O conceito de logística reversa vem crescendo loucamente no mundo empresarial.
Basicamente o processo de logística reversa nas empresas é gerenciar e operacionalizar o retorno de embalagens, vasilhames e outros descartes após o consumo do produto.
E para ajudar a sanar todas as suas dúvidas sobre o assunto, criamos um guia completo sobre logística reversa.
Continue lendo e não tenha mais dúvidas!
O que é logística reversa?

Com certeza você já deve ter ouvido o termo logística.
A logística é basicamente o processo desde que o seu produto chega na empresa até o momento que você o entrega para o cliente, passando pelo processo de estocagem, venda e transporte para o cliente final.
Para entender o conceito de logística reversa é preciso entender um outro conceito: o ciclo dos produtos.
Esse conceito engloba todos os processos que um produto deve passar até o seu fim.
E pasme: o fim de um produto não é quando ele é descartado.
A reciclagem e o reaproveitamento é a última fase pelo qual ele passa.
A logística reversa é exatamente isso: o recolhimento da embalagem e descartes após o consumo do produto para o retorno à empresa.
Assim, a responsabilidade de reaproveitar, reciclar e destinar os resíduos à fonte correta é da empresa e não do consumidor final.
A logística reversa também é conhecida por Logística Verde e tem como grande objetivo que o descarte que não possa ser reciclado volte para outra empresa como insumo, diminuindo as buscas à natureza por matéria prima.
Na logística reversa três etapas devem ser cumpridas:
- O cliente devolve a embalagem/resíduo no lugar para o fornecedor.
- O fornecedor envia para a indústria.
- A indústria encaminha o produto/resíduo para reciclagem, reuso ou descarte adequado.
Como surgiu a logística reversa?
Apesar do conceito de logística reversa ser atual, esse processo já acontece há algum tempo.
Vamos começar esse tópico com um dos exemplos de logística reversa mais conhecido: quem nunca teve um vasilhame de cerveja, refrigerante ou chocoleite que atire a primeira pedra.
Esse vasilhame, em um processo normal, é comprado pelo cliente pela primeira vez e depois é trocado em suas próximas compras, assim o cliente paga apenas pelo líquido e não pela embalagem.
A empresa, por sua vez, reutiliza o vidro e diminui seus custos.
O que acontece é que a partir de agosto de 2010 através da Lei nº 12.305 publicada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, a logística reversa virou lei.
Os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e órgãos públicos são obrigados a promover ações de redução de resíduos sólidos pelo bem ao meio ambiente e à saúde.
Alguns setores são obrigados a recolher embalagens, vasilhames e outros descartes:
- agrotóxicos,
- lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista,
- pilhas e baterias,
- pneus,
- produtos eletroeletrônicos e seus componentes,
- óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens.
Esses setores devem, por lei, oferecer pontos de coleta de descarte.
Não se esqueça que a experiência de compra mudou e que ofertar esses pontos de coleta, independente do segmento da sua empresa, pode ser um (grande!) ponto positivo para o seu negócio.
É importante salientar que a logística reversa conta com dois processos semelhantes mas em casos diferentes: a pós-venda e a pós-consumo.
O que é logística reversa pós-consumo?
O processo de logística reversa pós-consumo é o mais comum.
É o processo que há devolução de embalagem ou resíduos após o cliente utilizar o produto e ele não servir mais, seja por chegar ao fim ou até mesmo pela validade.
Nesse processo, a empresa deve encaminhar as embalagens ou resíduos para a reutilização, reciclagem ou lixo adequado.
Aqui, as indústrias normalmente reutilizam o produto se há condições de uso, reaproveitam componentes se chegou ao fim da vida útil e descartam de maneira correta se há riscos ambientais, como pilhas e baterias por exemplo.
E o que é logística reversa pós-venda?
Já na logística reversa pós-venda, o produto é devolvido por algum defeito, normalmente com pouco tempo de uso.
Na maioria das vezes, os produtos que passam pela logística reversa pós-venda são submetidos a melhorias e voltam a ser comercializados.
Normalmente os produtos que chegam por esse processo tem os seguintes problemas: defeito de funcionamento, avaria na embalagem ou no produto, produtos que precisam de conserto, erros na emissão do pedido, avarias causadas pelo transporte.
Minha empresa não é obrigada a logística reversa. E agora?
Mesmo que a sua empresa não seja obrigada, os processos da logística reversa trazem benefícios inegáveis para as empresas.
Desde um maior faturamento, clientes fiéis e até mesmo economia com embalagens são grandes incentivos de trazer essa operação ao seu negócio.
Veja todos os benefícios que a sua empresa pode ter adotando a logística reversa:
Ajudar no impacto ambiental
É fato que o acúmulo de embalagens e resíduos geram um lixo considerável para o planeta.
Além disso, muitos consumidores por não saberem o jeito correto de descarte acabam prejudicando ainda mais a natureza.
Melhorar a imagem e os processos da sua empresa
O perfil de consumidor mudou.
A redução no impacto ambiental pode ser um grande diferencial para o seu negócio.
Além disso, você pode economizar muito tempo ao utilizar embalagens e resíduos já existentes.
Reduzir custos
Esse ponto já foi trabalhado durante o artigo.
Diminuindo custos de produção, consequentemente os custos de armazenagem e distribuição também diminuem.
Aproveitar embalagens e resíduos é um excelente meio de economia.
Como colocar a logística reversa em prática?
Para iniciar o processo de logística reversa é necessário elaborar um planejamento definindo quais ações sua empresa fará e de que forma
O Ministério do Meio Ambiente disponibiliza um material completo para essa etapa. Você pode conferir através desse link.
E aí é só colocar a mão na massa e começar!
Não se esqueça: a responsabilidade pelo meio ambiente é sua também.
Deixe nos comentários se você já implementou a logística reversa na sua empresa e quais resultados obteve.
Esse artigo Logística Reversa: O que é e Para que Serve? foi publicado primeiramente no Geração Empreendedora.
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